"Se Portugal sofre ainda de uma doença antiga, é do pessimismo. Entranhado, faz de nós não já um povo taciturno, mas demasiado sério, ensombrado, fechado por dentro. Somos lentos, culpados de tudo."
José Gil, "Visão", 16-03-2006
Considerações sobre assuntos de suma relevância, de relativa importância, de duvidosa congruência, e até mesmo sem qualquer tipo de interesse. Mas com muito Hot Fudge.
quinta-feira, março 16
quarta-feira, março 15
Dia Internacional do Consumidor
Quase todos os dias temos um Dia Internacional de qualquer coisa, e hoje calhou vez ao Consumidor. Consumidores somos todos. E quantas vezes essa condição nos reduz à insignificância de cidadãos enganados, trapaceados, burlados, expoliados do nosso vil metal, etc, etc, etc.
Bem, Está na forja um novo Código do Consumidor (apresentado hoje, entrando em discussão pública). Menos mal, pois o regime de defesa do Consumidor neste momento, é um aglomerado de diplomas legais (Leis, decretos-lei, directivas comunitárias ainda não transpostas, portarias, etc), dispersos pouco claros e insuficientes.
Aplauso ao Governo (vá lá, também não é sempre pra criticar!!!), que apresentou 4 diplomas que visam a protecção do consumidor, em áreas importantes e que mexem com a generalidade dos cidadãos:
a) obrigatoriedade de indicação da Taxa Anual de Encargos Efectiva Global (TAEG) na publicidade de crédito ao consumo, mesmo quando este é anunciado como gratuito (a publicidade já vai referindo, algumas vezes, mas em caracteres próprios para lupas... - passa a ser obrigatória a menção com destaque);
b) um diploma que estabelece a fracção mínima de estacionamento em 15 minutos como "o mais adequado para ir aproximando o tempo de estacionamento pago do tempo efectivamente utilizado" (Boa!!! pode ser que acabe esse assalto que é pagar 10 minutos pelo valor de uma hora - ainda hoje me aconteceu isso!!!!!!- espero é que não subam os preços da fracção...), entre outras condições que os parques de estacionamento devem respeitar;
c)serão fixados os prazos em relação aos vários procedimentos exigidos para a regularização dos sinistros automóveis pelas seguradoras (Bravo!!!)
d) outro diploma introduz alterações para os serviços financeiros à distância, permitindo que o consumidor possa resolver livremente um contrato celebrado à distância sem invocar qualquer causa e sem sofrer qualquer penalização (consumistas inveterados... esta é para vocês).
São diplomas. Necessários. Agora resta ver como ficamos em termos de aplicação e fiscalização. E em termos de sensibilização do povo em geral, também.
Fonte: Público online
terça-feira, março 14
Contramão
Mas o que se passa com este povo de automobilistas, que volta e meia aparece um em contramão numa auto-estrada??? Desta vez correu mal: o condutor de hoje morreu no acidente que ele próprio causou, para além de causar ferimentos, graves, nos indivíduos que seguiam no outro veículo (A4 - sentido Porto- Amarante).
Se as auto-estradas fossem novidade, ainda vá; mas quando essa figura infraestrutural surgiu, não houve registos de coisas destas! Ou o pessoal anda cada vez mais azelha, ou cada vez mais distraído, ou anda toda a gente a perder o amor à vida e a querer desafiar o destino (será da crise?). Ou será que a sinalização rodoviária e as nossas obras públicas são mesmo deficientes?
Bem, fora da auto-estradas, o que mais há é gajos em contramão, a juntar aos buracos, cortes, trajectórias mal concebidas, obras, peregrinos, cães, gatos, cabras, vacas, tractores e zundapp famels (lambretas incluidas nesta categoria, porque vai dar ao mesmo) : tentar um excesso de velocidade numa nacional é uma aventura ao nível do Indiana Jones. Se aparecer a BT, então, transforma-se num ralie. E há tanta estrada mal concebida, que uma pessoa vai muitas vezes em contramão sem saber. Mas nas auto-estradas não, a unica maneira de lá andar em contramão sem saber é entrar pelo sítio errado (a menos que seja a A2 - ou outra semelhante - , e se consiga passar a vala para o outro lado... já houve quem conseguisse!!! ); ou fazer inversão de marcha, mas aí o condutor já se deve dar conta de que é asneira, não? Pois, se calhar não... é a nossa prevenção/educação rodoviária da Multa (desculpem, Coima), que não funciona lá grande coisa... não é lá muito pedagógica.
Já não bastavam os racers (que de per si, são contas de outro rosário). Agora a malta da contra (mão). Será um movimento concertado de pessoal anti-sistema? Ou será que é preciso corrigir qualquer coisita, e deixar de fazer obras públicas à pressa? Estas coisas quase me fazem ser a favor das câmaras nas estradas. Mas só quase!!!
Se as auto-estradas fossem novidade, ainda vá; mas quando essa figura infraestrutural surgiu, não houve registos de coisas destas! Ou o pessoal anda cada vez mais azelha, ou cada vez mais distraído, ou anda toda a gente a perder o amor à vida e a querer desafiar o destino (será da crise?). Ou será que a sinalização rodoviária e as nossas obras públicas são mesmo deficientes?
Bem, fora da auto-estradas, o que mais há é gajos em contramão, a juntar aos buracos, cortes, trajectórias mal concebidas, obras, peregrinos, cães, gatos, cabras, vacas, tractores e zundapp famels (lambretas incluidas nesta categoria, porque vai dar ao mesmo) : tentar um excesso de velocidade numa nacional é uma aventura ao nível do Indiana Jones. Se aparecer a BT, então, transforma-se num ralie. E há tanta estrada mal concebida, que uma pessoa vai muitas vezes em contramão sem saber. Mas nas auto-estradas não, a unica maneira de lá andar em contramão sem saber é entrar pelo sítio errado (a menos que seja a A2 - ou outra semelhante - , e se consiga passar a vala para o outro lado... já houve quem conseguisse!!! ); ou fazer inversão de marcha, mas aí o condutor já se deve dar conta de que é asneira, não? Pois, se calhar não... é a nossa prevenção/educação rodoviária da Multa (desculpem, Coima), que não funciona lá grande coisa... não é lá muito pedagógica.
Já não bastavam os racers (que de per si, são contas de outro rosário). Agora a malta da contra (mão). Será um movimento concertado de pessoal anti-sistema? Ou será que é preciso corrigir qualquer coisita, e deixar de fazer obras públicas à pressa? Estas coisas quase me fazem ser a favor das câmaras nas estradas. Mas só quase!!!
Da banda de lá
Do lado do Atlântico chegam dois novos trabalhos da Marisa Monte, finalmente, que desde os Tribalistas não nos brindava com novidades - e em dose dupla!!! A saber: "Universo em meu redor" e "Infinito particular". Daquilo que já ouvi, achei muito bom, como aliás quase tudo o que esta rapariga tem feito.
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