sábado, maio 13

Eu tenho outro...................... blog.

Pois tenho. Um não me chegava... por isso arranjei outro - BLOG!!!!! Mais um termo gastronómico da minha preferência, um mimo para o palato, com laivos de requinte e malvadez. Qualquer coisa entre as Cantigas de Escárnio e Maldizer e as sátiras dos pasquins actuais. Bon appétit!

quinta-feira, maio 11

Ouro negro - a saga do automobilizado

Fui abastecer o meu veículo automóvel hoje, como faço todas as semanas (por acaso costuma ser à 6ª feira, mas esta semana o irritante apito da reserva começou a melgar mais cedo). Como todas as semanas, e pela milhentésima vez me deparei com a carestia do preço do gasóleo... Se por um lado pensei "se fosse gasolina era pior", por outro lado pensei que há que encontrar rapidamente novas formas mais baratas, mais ecológicas, mais eficazes de transporte. Uma bicicleta não me resolve o problema, pois faltam ciclovias próprias e adequadas, nem é tanto uma questão de distância. Coimbra está servida pela ECOVIA, uma solução de estacionamento/transporte fantástica: parques de estacionamento grandes, nas entradas da cidade, com carrinhas próprias para distribuir a malta pelo centro - muito mais barato que os parques subterrâneos, e mais económico do ponto de vista do consumo de combustível. Mas há sempre que levar o carro até à entrada de Coimbra.
O GPL (Gases de Petróleo Liquefeitos) é uma boa alternativa. Há uns tempos, trabalhei numa empresa cuja frota era a GPL - e aprendi que os mitos negativos sobre o GPL eram isso mesmo: mitos. Os carros não perdem potência, o seu uso fica mais barato, mais ecológico. E são tão ou tão pouco perigosos como qualquer carro a gasolina... E para quem torcia o nariz ao inestético selo "GPL" (que muitos nem usam...), e ao facto de não se poder estacionar em subterrâneos, desenganem-se: o selo vai passar a ser um minúsculo papelucho aposto no canto superior direito do pára-brisas, e vai passar a ser permitido o estacionamento de veículos a GPL nso pisos -1 dos parques subterrâneos. Not bad, hã?
Pena que o meu bólido seja a diesel. Até ver, ainda só se instalam Kits de GPL em carros a gasolina. Se assim não fosse, já eu andava num "fogão a gás" com toda a certeza.
Caddy cars (sim, os do golfe - uma das coisas mais fantásticas que tive o prazer de conduzir) também eram uma boa alternativa, para o centro das cidades (não, um Smart não é um caddy car - apesar de parecer, e ser mais pequeno!!!). Fora de brincadeiras, agora - e os carros eléctricos? Inventam tanta coisa, optimizam tanta coisa, e aquilo que faz a diferença... nada.
Redes de transportes urbanos melhores, redes nacionais de transportes melhores, mais frequentes e mais acessíveis, etc. So much thing to be done...
Enquanto formos assim oil dependants, estamos tramados... e subjugados aos barões do ouro negro.
Cartoon: Visão Online

quarta-feira, maio 10

Há lodo no CEJ

"O curso de Direito vai deixar de ser critério obrigatório para o acesso à magistratura. A licenciatura-base dos futuros juízes e procuradores do Ministério Público poderá ser noutras áreas do saber, desde a Economia à Sociologia.A ideia é "criar as melhores condições para que haja uma magistratura enriquecida e dotada de todas as competências para enfrentar a variedade dos problemas que se colocam na actualidade". Palavras do ministro da Justiça ontem no final da sessão de abertura de um seminário internacional realizado pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ).
Este evento, esclareceu Alberto Costa, marca o "início do processo de debate público sobre a reforma do acesso às magistraturas". O Governo quer as alterações concluídas ainda este ano.O seminário discutirá esta e outras questões durante dois dias, por iniciativa do CEJ, tendo o contributo dos conselhos superiores da Magistratura, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados."A nossa ideia é favorecer tanto o acesso de pessoas com requisitos académicos que os qualifiquem para essas funções como também aqueles que, além dos requisitos académicos necessários, possuem experiências profissionais meritórias que as tornem valores que possam vir a enriquecer as magistraturas", observou Alberto Costa.
À semelhança do que acontece noutros países europeus, o ministro defendeu que não é de excluir à partida "outras competências" e profissões que "são muitas vezes incorporadas no próprio exercício da actividade da magistratura".Questionado pelo DN sobre quais as licenciaturas que poderão dar acesso ao CEJ, Alberto Costa disse "que só no final do debate público serão definidos com precisão os objectivos da referida reforma".
Abertura do CEJ a outros domínios do saber, como a psicologia, a sociologia, a economia, a gestão, a informática, tem vindo a ser defendida pela actual directora, Anabela Rodrigues, a primeira responsável não magistrada a assumir aquele cargo - por proposta do anterior ministro da Justiça Aguiar Branco. A sua nomeação causou alguma polémica, nomeadamente com a subsequente demissão de vário formadores.
Ontem, Anabela Rodrigues voltou a referir-se a "uma nova formação orientada pelo princípio do conhecimento multidisciplinar", que envolva "pessoas de diversas formações académicas". Aquela professora catedrática tem vindo a defender uma profunda e radical alteração da lei do CEJ, frisando que "o actual quadro legal é desadequado e desajustado às exigências, do ponto de vista quer da formação quer orgânico e funcional".Trata-se de um tema recorrente. A antiga ministra da Justiça, Celeste Cardona, teve, inclusive, pronto um projecto de lei que acabou na gaveta. Alberto Costa reabriu um debate polémico."

COMO??????????????
Eu acho que a interdisciplinaridade é uma necessidade, mas juízes sem curso de direito, NÃO!!!! Ok, já está a feijões a magistratura (o curso de direito ainda pior). 1º: é uma vergonha que quem defende isto seja uma professora da FDUC (eu gostava dela, quando foi minha professora!!!!), sabendo que a magistratura é uma saída profissional para os alunos de Direito - para os que conseguem, pelo menos - que tanto desemprego enfrentam. 2º: que fosse exigida aos juízes especialidade, isto é, cada juiz teria obrigatoriamente que se formar tecnicamente na área em que trabalha (fiscal, trabalho, administrativo, penal, civil, etc), e poderia fazer nesse campo a sua carreira - sem mudar de ramo de direito de dois em dois anos - , 3º: que os ingressos no CEJ exigissem a licenciatura em Direito + outra licenciatura (fosse qual fosse), como condição preferencial de entrada. Whatever. Mas sem curso de Direito, por mais rasco que seja? Com a soltura verbal crónica que há na nossa legiferação, como saberia um juiz aplicar a lei se não aprendeu regras de interpretação legal, de equidade, princípios legais, e essa macacada toda???!!!!!
Estou sem palavras.

terça-feira, maio 9

São Paulo 451- BCH

"Naquela praça suja,
com merda de pombo
patrulhada pelo sexo:
ele chega às quatro,
polindo o sapato,
para vender o seu amplexo.
E os homens passam,
notam seu bigode,
mas na coxa se estravazam;
Veio sua amiga, a loira José,
Convidando pro café.
E ao segundo brandy,
já José se expande,
esboroando o seu batom!

Amanhã não estaremos aqui,
veja se bebe um pouco e sorri,
tira esses olhos do chão.
O futuro é lindo eu já vi
o avião vai directo pra lá,
Vamos embora dessa aflição.

Emanuel Morena,
toma os seus calmantes,
por causa dos joanetes;
E disse cansado que estava assustado,
pois nunca tinha voado.
E se há um acidente, e se o passaporte...
será que não sentes o medo da morte?
Me dá um cigarro, me dói a cabeça,
pra quê tanta pressa da depilação?

No dia seguinte, no canto da praça,
Quem passou podia ver:
duas prostitutas, tão deselegantes,
acenando pra você. "

Umas das músicas mais fantásticas que já ouvi. Em português, qualquer coisa entre o Brasil e Coimbra. Belle Chase Hotel, Album "la toillette des étoiles", 2000. Este é melhor ainda que o "Fossanova"...