segunda-feira, julho 10

E acabou

Agora, sim, acabou o mundial. La Pasta em 1º (gostei), Baguettes em 2º (bem feita), "Salsischen" em 3º (até mereciam mais) e os atraentes Tugas em 4º (seja como for, estamos lá) . Já tá. Feijões pretos e bifes pelo caminho (entre outros, mas foram estes que me irritaram mais); Zidane, "o Marradas", levou a Bola de Ouro para casa, já o Cristiano levou um melão, por não ser o melhor nos pequeninos; Ricardo não mais será chamado frangueiro (a ver se o Bartez e o Buffon defenderam algum dos penalties....qual quê!); Figo e Pauleta não voltam, Scolari se calhar também não... (ah, e não tem nada a ver, mas lembrei-me agora: o Jardel vai para o Beira Mar... Beware!)
Já muito se disse sobre o Mundial, mas muitas opiniões viram-se para a pouca espectacularidade e excessiva preocupação táctica das selecções. Bem, há que ver que não ganha a taça quem é mais espectacular, mas quem marca. Bom era as duas coisas ao mesmo tempo, não é? Alta emoção, gajos transportados em braços, ataques de coração, esse tipo de coisas que a malta gosta e que nunca mais esquecem.
Por agora, está arrumado. Ciao!

sábado, julho 8

Um Sonho que comanda a Vida

Maravilhas da ciência. Segundo o público, uma mulher britânica de 63 anos de idade deu à luz , há uns dias atrás, um rapaz, (notícia da BBC). "Patrícia Rashbrook, psiquiatra infantil de Lewes (a sul de Londres), disse que o bebé, com três quilos, é lindo, relatou a estação."
Esta senhora tinha já dois filhos de um casamento anterior, mas voltou a casar e decidiu submeter-se a um tratamento de fertilidade. Louvo-lhe a força de vontade, porque tratamentos de fertilidade em situações extremas não são fáceis, do pouco que conheço.
É uma discussão que surge às vezes: no caso de mulheres que não possam, ou já não possam (em razão da idade), engravidar (acontece cada vez mais), e cuja esperança reside apenas em tratamentos complexíssimos, com medicamentação em barda, e o risco de desenvolver 4, 5 ou mais embriões (outra vexata quaestio), se o sonho de gerar um filho se deve sobrepôr a tudo.
Sempre achei que cada um deve proceder como lhe der na bolha. Acho lindo que se tenha esse sonho e se faça tudo por isso. Tenho uma afilhada para nascer dentro de pouco tempo, e do meu humilde posto de observação, estou a adorar a experiência.
Tenho uma especial admiração por todos aqueles que superam todos os obstáculos postos pela natureza, especialmente, para gerar um ser. Essa admiração estende-se àqueles que já fizeram de tudo, não conseguiram, mas recusam-se a desistir.
Mas, no entanto, quanto a mim e à minha humilde opinião (e quem sou eu, que não percebo nada destas coisas...), não o faria. Tratamentos de choque, não obrigada (tenho pavor de hospitais e detesto médicos), bancos de esperma e barrigas de aluguer, poupem-me. Em relação a este assunto, a minha grande pena é que os processos de adopção, neste país, sejam a vergonha que são. Choca-me um bocadinho ver pessoas a gastar milhares de euros em tratamentos de fertilidade rebuscadíssimos, complicadíssimos, fortíssimos, no estrangeiro e em clínicas XPTO, a alugar clanestinamente mulheres para lhes gerarem os filhos, etc, etc, etc, dinheiro esse que asseguraria o futuro de uma ou mais crianças que já existem neste mundo, e que precisam de quem lhes estenda a mão que já lhes foi retirada, ou que nem lhes foi sequer dada. São crianças, e valem tanto, como pessoas, como os filhos consaguíneos. E estão ali, à espera de uma oportunidade.
Por muito que possam dizer que pessoas como a Angelina Jolie (que está para adoptar o 3º filho, logo após de ter dado à luz o seu 1º rebento) e a Mia Farrow (14 filhos, 10 adoptados), utilizam as adopções para vender revistas, o facto é que, quanto a mim, o espírito é esse - elas têm condições para fazer muito mais do que dar à luz.
E maternidade na 3ª idade... não. Acho até um bocadinho egoísta. O sonho é ter O SEU bébé nos braços, mas essa criança vai crescer e muito jovem vai ver os pais (a mãe, neste caso da notícia) percorrer o resto da velhice, e isso muitas vezes é doloroso. Ver as pessoas de quem gostamos perderem capacidades, sofrer, e depois, morrer. É assim a vida.
Mas isto sou eu a falar. Não percebo nada de instintos maternais, e da demanda para lhes dar efectividade...
Mas, se a ideia é contrariar a limitada natureza humana em busca de um sonho - aí, quem pode censurar? Haja engenho e arte para tal.

quinta-feira, julho 6

Não deu - PACIÊNCIA!!!!!!!!!!!!!!!!!

OK, ganha quem marca, e quem marcou não foram os portugueses. Mesmo que (tristemente) muito por causa de um fatalista penalty, como de costume, não deu para ganhar. É triste, mas ninguém disse que a vida era fácil.
A vida continua, e irrita-me profundamente ver gente a dizer "acabou", com o ar mais fúnebre possível, quando o mundo, e nem sequer o Mundial acabou. Temos um 3º lugar para defender. Estivemos nas meias finais, nós, um país que todos teimam em chamar de "província espanhola". Não éramos favoritos, mas mandámos alguns favoritos embora para casa. Será que é assim tão degradante não ganhar tudo?
Aaah, grandes são os princípios tântricos.... importante e bom, mesmo, mesmo, não é o clímax final - mas antes o prazer na forma como ele se obtém.... Isto aplicado ao futebol - grandes momentos do desporto rei teríamos.
P-O-R-T-U-G-A-L!!!!!!!!!!!!