quinta-feira, janeiro 24

Kusturica em Lisboa

Para quem aprecia, um concerto do melhor que há este fim de semana, no Coliseu dos Recreios: Non Smoking Orchestra, liderada pelo famosíssimo Emir Kusturica (Quem não viu o Gato Preto, Gato Branco ???). Música animadíssima, divertidérrima, colorida como poucas, quase um folclore ao estilo actual. O magazine Le Cool (www.lecool.com) diz o seguinte: "Tirem os chapéus do armário. Ponham as rosas no cabelo. Não cortem a unha do dedo e antes de entrar na sala do concerto mandem uma valente cuspidela para o ar".
Parece uma foleirada, mas não é. Quem viu os filmes do Kusturica sabe que até as próprias bandas sonoras faziam rir até cair, a acompanhar as personagens toscas e loucas que ele inventa como poucos.

Pois cá fica: Dia 26 de Janeiro, no Coliseu dos Recreios, Rua Portas de Santo Antão, às 21h30 - preço do Bilhete - 27 €.

terça-feira, janeiro 15

Correr para a inclusão

Realmente, o engenho humano, quando posto ao serviço do bem da Humanidade, pode fazer maravilhas. Em termos de adaptabilidade para os cidadãos portadores de deficiência, pouco se vai fazendo, comparando com aquilo que é investido em inutilidades tecnológicas como, sei lá, robots-cão que andam e fazem au-au sem que cliquemos num botão, ou assim. Ou armas, que é pior.
Oscar Pistorius, sul-africano, foi amputado das duas pernas aos 11 meses. Ok, teve a sorte, e o dinheiro, para poder usar umas próteses de carbono (Cheetah Flex Foot), que lhe permitiram destacar-se de tal forma nos Paralímpicos, que pôde aspirar à competição nos Jogos Olímpicos de Pequim, 2008. No entanto, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) afastou-o, porque considera que as próteses de Pistorius o colocam em vantagem em relação aos colegas sem deficiência, pois, nas provas a que a IAAF o submeteu, Pistorius foi capaz de correr com as suas lâminas protéticas à mesma velocidade que os velocistas sem deficiências com menos 25 por cento de energia gasta. Assim, a IAAF aplicou a regra da proibição de uso de dispositivos que dêem vantagem sobre os atletas que não usem o mesmo.
Opinião dúbia, neste caso, porque, por um lado, é um atentado à inclusão dos portadores de deficiência; se este rapaz tem capacidade de superar o tabu, e competir ao nível dos Olímpicos, porque não deixá-lo? No entantoe por outro lado, aquelas próteses, já vi num documentário sobre isso, são mais eficientes que as próprias pernas, podem colocar os outros atletas em desvantagem real.
Seja como for, o que se pode retirar daqui é que os portadores de deficiência podem muito bem superar todas as dificuldades, se forem apoiados pelo engenho humano e pela sociedade - inclusive, podem superar as capacidades dos não-deficientes, se os deixarem mostrar isso. Além do mais, as dificuldades que estas pessoas enfrentam diariamente neste país tão pouco adaptado às suas necessidades básicas são a prova da sua força de vontade e capacidade de superação.

sexta-feira, janeiro 4

Vício a quanto obrigas

De volta às lides neste novo ano, que desejo a todos os comparsas da blogosfera seja muito bom, eis quando me deparo com as primeiras notícias do ano, relativas à nova lei que proíbe o fumo em locais fechados.
Por um lado, o facto de estar a ser cumprida, na maioria dos lugares de culto dos fumadores - os cafés - deixou-me mais contente um bocadinho. Por muito que os fumadores se arroguem de direitos que não têm (de satisfazer o seu vício à custa do prejuízo alheio, desculpem-me o desabafo), esta lei é perfeitamente legítima na protecção de quem zela pela sua saúde, e de quem trabalha nestes sítios onde tem que aguentar com os seus clientes-chaminé. Doa a quem doer, acabaram-se os cafés cheios de fumo, o estar a fazer uma refeição com defumadouro incluído, e o péssimo hábito social de fumar "porque se está no café e não se tem mais que fazer às mãos", ou "porque os outros estão todos a fumar". Azarucho, é uma das poucas leis de jeito que saíram da forja do nosso órgão legislativo.
Agora, mal esteve o chefe da ASAE... tanta coisa, e foi dos primeiros a infringir a nova lei cuja aplicação lhe incumbe fiscalizar; ainda por cima, dá uma desculpa esfarrapada e minimiza a questão - algo me diz que algumas fiscalizações menos pacíficas vão buscar o exemplo dado pelo grande chefe...
É o costume, ami
guinhos: Olhai para o que eu digo, não olheis para o que eu faço!, no fundo, é a máxima da política em Portugal...

quarta-feira, dezembro 26

Rennie, Guronzan e água das pedras...

O Natal tem destas coisas, e o dia seguinte, também... hoje está tudo cá com uma vontade de trabalhar... vá, pessoal, 5 dias de "dieta" de restos das iguarias do Natal, e vá de preparar que daqui a uma semana já estamos em 2008, a recuperar do reveillon!...
Boas entradas!