terça-feira, janeiro 6

Descobriu a pólvora...

Definitivamente, este Governo e este PM são cada vez mais parecidos com o Palhaço Triste: não sabemos de havemos de nos rir deles, se havemos de chorar de pena por eles estarem onde estão.

Vejam só esta: "O primeiro-ministro admitiu hoje pela primeira vez que Portugal poderá entrar em recessão e que quando o Governo apresentou o Orçamento do Estado para 2009, em Setembro, “ninguém tinha consciência da dimensão da crise”." In Público Online

Hoje. Pela 1ª vez. Agora é que chegou à conclusão daquilo que até o mais recôndito Zé das Couves sabia de gingeira há que tempos. Sr. PM, havia muitíssima gente que tinha consciência... o senhor e a sua vasta equipa de energúmenos utilizadores do Magalhaes é que, em Setembro, estavam a chegar de férias... e não perceberam!

Sem comentários... Assim assistimos ao início dos episódios da novela "Sacudindo a água do Capote", cujos protagonistas já conhecemos tão bem....

sexta-feira, janeiro 2

E depois do rescaldo... o que vem aí?

Acabou, finalmente, a maluqueira das festas de Natal de Fim-de-ano.
E agora? Dizem as previsões que este será o verdadeiro annus horribilis, com tudo o que é mau para acontecer... O Presidente da República diz que "as ilusões se pagam caras", os políticos já dizem que o pais se tornará ingovernável, maioritariamente por causa do desemprego galopante..., a crise não acaba, antes se estabelece, e vamos ficar todos na miséria.
Já digo como os Gato Fedorento, vamos é passar já para 2010, para evitar isto. Garanto que, se pudesse, enfiava a cabeça na areia e esperava que passasse a tempestade. Pessimista como sou, não antevejo nada de bom este ano, por isso não vi grande sentido nas mensagens de ano novo cheias de alegria e de esperança. Vai ser mesmo mau, deixem-se de ilusões e preparem-se para o pior.
Se 2008 foi fraquinho para muitos, pelo menos deseja-se que 2009 não seja pior para todos. E já não é mau.
Começamos a sofrer agora as consequencias de asneiras atrás de asneiras que TODOS (o governo, as empresas, nós) temos cometido. Não adianta esperar que as coisas se resolvam sozinhas, e também não adianta esperar que o governo faça alguma coisa.
Há que começar a pensar em fazer alguma coisa: quem tem emprego, deixe-se de tretas reaccionárias e agarre-se a ele; quem não tem emprego, deixe-se de laxismos, comodismos, trafulhices e esquisitices, e arranje um, seja qual for, porque o essencial vai ser ter, pelo menos, um ordenado em casa, por pouco que seja. A segurança social não vai aguentar o peso dos muitos parasitas que vivem à custa de todos nós, salvo o devido respeito or aqueles que tentam, honesta e realmente, sair do desemprego. Ao Governo, deixe-se de engordar o porco já muito obeso dos bancos, e vire-se para quem ainda sustenta este país - as empresas. Já todos percebemos que os bancos não vão fazer rigorosamente nada pela economia, apenas dar cabo dela de vez. Aos consumidores, deixem-se de consumismos exacerbados e de engordar os também já obesos grupos-líder, para quem não existe crise - temos muita gente no mercado que precisa de vender, e não vai sobreviver à crise, de certeza absoluta, sem a ajuda de quem precisa de comprar e não precisa de, nem pode cometer, excessos em compras de impulso.
Aos funcionários públicos, ganhem vergonha, que se tiveram 2.9% de aumento nos salários, dêem-se por muito sortudos, porque recebem salário certinho e cedo, todos os meses, tem benesses que a maior parte dos cidadãos não tem, e ainda podem dar-se ao luxo de tratar mal os utentes dos serviços públicos, porque ninguém lhes pode afectar o posto. Há muitos desses vosso utentes que não recebem salários há meses, e outros que não o têm mesmo.
Aos parasitas, sugadores de subsídios sem aplicação real, por favor, emigrem para longe, e deixem de ser um peso morto na nossa economia. Ou então começem a trabalhar, também dava bom resultado...

Temos que apertar o cinto, mas os que realmente o apertam são sempre os mesmos, e muitos já lá estão no último furo. E agora? Como vai ser?

Acredito que temos todos que bater no fundo para começarmos a rumar a bom porto, por isso, agarrem-se às bóias salva-vidas e aguentem-se...

Assim, aqui ficam os votos de um bom ano de 2009, na medida do possível, e que consigamos superar a crise... sem muitos ferimentos.


sexta-feira, dezembro 5

Blábláblá natalício, e tal.

Há algo de errado no Natal, e isso torna-o bem mais horrendo que o próprio Grinch. Esta época provoca-me arrepios de nervos e só me dá vontade de me enfiar em casa aos fins de semana, ficando a uma distância de segurança de, pelo menos, 20 km de mínimo dos centros comerciais e sítios do género.
O povão acotovela-se nos ditos antros de consumismo, enfadado, furioso, irritado, apressado, esperneando pelos corredores fora e pasmando de quando em vez frente às montras; esposas, avós, namoradas e irmãs, degladiam-se pela compra da prenda mais vistosa, mas mais baratinha que conseguirem, numa luta pela multiplicação dos tostões - e das prendinhas à disposição; maridos, avôs, irmãos e namorados, jazem entediados pelos bancos, pelas beiras, cafés e lojas de gadgets, aguardando que acabe a fúria consumista de suas acompanhantes, e esperando que esta espera lhes valha alguma prenda de jeito; crianças nervosas, pedinchonas, birrentas e hiper-activas atrofiam corredores e lojas de brinquedos, gritando a plenos pulmões a carta que escreveram a essa fraude que é o Pai Natal.
Já para não falar nas empregadas mal-dispostas que urram "obrigados" e "Feliz Natal" como quem dá murros nos dentes dos clientes... e nas lojas que mais parecem ter sido atacadas pelo monstro da Tasmãnia.
Fins de semana e fins de tarde e subsídios de Natal gastos nesta triste sina.
Preferem deixar de comer como deve ser a faltar com a prendinha da treta para meio mundo. São todos muito "in", e todos muito "natalícios", ao passear pelos domínios dos nossos magnatas do comércio com os seus saquinhos de compras e a deprimente musiquinha de fundo, mas a prestação da casa não é paga há dois meses, o carro é o papá quem paga, a escola é a vóvó que financia, o plafond do cartão de crédito ainda não está recomposto das férias, do plasma novo lá da sala, e do início das aulas dos miudos, e o frigorífico é um monumento à inanição.
Natal? Natal era quando se acreditava no Menino Jesus, que recebeu prendas, sim senhor, mas simbólicas da fé dos Reis Magos. Se fosse hoje, em vez de ouro recebia um plasma, em vez de incenso, uma Playstation III, e em vez de mirra, sei lá, uns chinelos de inverno da Crocs, ou um I-Phone...
Já ninguém quer saber disso. O show off substituiu o espírito de Natal, a hipocrisia substituiu a fé, nesta época que devia de ser de Paz, Família e Harmonia.
Sim, porque "se a avó não me dá uma playstation, não gosta de mim, e nunca mais vou a casa dela!". ..
Este inferno vai durar mais um mês, durante o qual tenho que me restringir ao meu domínio caseiro nos momentos de lazer (até porque até o tempo não ajuda para os passeios...) - nem ao cinema é possível ir, dada a proliferação dos membros sobrantes das famílias que se encafuam lá para fazer tempo enquanto as dondocas e demais populaça fazem as suas comprinhas de Natal...
Não há pachorra!!!!!!!!

Crise? Mas qual crise? Alguém pensa em crise nesta época? Enquanto houver subsídios de Natal, não há crise. e ordenados, esses também tem que ser todos gastos em inutilidades, senão é a mais perfeita exclusão social. Que se lixem as contas para pagar, o que interessa é parecer bem.

Mau feitio? Não... é que , a mim, a crise realmente afecta mesmo... Portanto, boicotarei o Natal na parte que me for possível. Ostracizem-me, se quiserem, que não me importo nada com isso...



terça-feira, novembro 18

Quem dá e tira...

Mais uma daquelas do nosso Primeiro, verdadeiro perito em golpes de maquilhagem política mal disfarçados: Foi a Ponte de lima - que por acaso é a minha terra... - distribuir Magalhães à laia de Pai Natal moderno, cheio de generosidade e falinhas mansas. Fez como costuma fazer sempre que junta mais de 3 pessoas, e va de dar um Magalhaes a cada uma das 250 crianças e de elogiar o dito, ensinado tudo o que é preciso saber sobre o mesmo, dizendo que qualquer pessoa de menor capacidade intelectual - o vulgo "burro" - sabe trabalhar com aquilo, até os 300. 000 assessores dele conseguem. As crianças devem ter ficado enormemente elucidadas.

Nada de novo, excepto o facto de, depois de passar a comitiva toda, depois de todas as tv's filmarem o Sr. PM a dar o ar da sua graça e magnanimidade, terem recolhido todos os Magalhaes das mãos das 250 crianças, dizendo que, afinal não era para ficarem ainda com eles.

Já aqui há uns tempos foi a fantochada do IKEA. O PM foi lá a Ponte de Lima , encheu o bandulho e fartou-se de arrotar postas de pescada a dizer que este governo era um espectáculo porque ia trazer para uma zona "menos favorecida" uma grande empresa estrangeira, muitos empregos e tal... pois, passados uns meses, uma data de recrutamentos-fantasma que encheram muitas famílias de esperança, anunciaram que o IKEA afinal ia para Matosinhos, sim, essa zona MUUUITO MAIS DESFAVORECIDA do que Ponte de Lima...

Por essas e por outras que me recuso quer a votar PS (nem noutro partido qualquer, já agora... só voto no Daniel Campelo, desde que se mantenha Independente), quer a entrar no IKEA. E também há anos que não como Queijo Limiano: pelo menos desde que saiu da sua verdadeira origem.

Eu podia gastar linhas e linhas de comentários sobre esta falta de vergonha na cara... mas realmente fiquei sem palavras....